A desmitificação da manteiga: Descubra a verdade por trás deste alimento ancestral
- mariellipahim

- 21 de mar. de 2024
- 4 min de leitura
Vocês sabiam que os “óleos vegetais” (de sementes e grãos) eram usados para produzir velas e tradicionalmente nunca foram usados para o consumo humano?

Durante o final do século 19 e início do século 20, a indústria de velas enfrentou um declínio com o advento da iluminação elétrica. Isto levou a um excedente de óleos vegetais, particularmente óleo de soja e óleo de semente de algodão, que eram utilizados especialmente para produzir velas. Para compensar a queda nas vendas de velas, as indústrias produtoras destes óleos vegetais necessitaram encontrar mercados alternativos.
E foi assim que eles encontraram na alimentação humana uma oportunidade alternativa!
As sobras de óleos vegetais da indústria de velas criou uma oportunidade para a indústria de óleos vegetais comercializar os seus produtos como substitutos saudáveis. Anúncios e campanhas de marketing começaram a promover os óleos vegetais como alternativas modernas e saudáveis às gorduras animais tradicionais, como a manteiga e a banha.
Foi uma das maiores campanhas de marketing na história da nutrição! E com isso, as pessoas começaram a deixar de comer as gorduras tradicionais como manteiga e banha preferindo óleos vegetais e margarina.
Os avanços na tecnologia de processamento de alimentos permitiram a extração em larga escala de óleos de diversas sementes e grãos, como soja, milho, girassol, canola, etc. Infelizmente, a extração em grande escala destes óleos é muito problemática devido ao uso de métodos de processamento químico e alta temperatura, resultando na perda de nutrientes e na formação de compostos prejudiciais e tóxicos a saúde humana que podem levar a doenças cardíacas. Além disso, muitos óleos de sementes são refinados, removendo os antioxidantes e nutrientes essenciais.
Esses esforços de marketing capitalizaram a ciência nutricional emergente que, equivocadamente, começou a ligar as gorduras saturadas às doenças cardíacas: uma ligação que nunca foi devidamente comprovada pela pesquisa científica.
Existem numerosos exemplos de povos tradicionais que historicamente consumiram gorduras animais (prevalentemente gorduras saturadas), como manteiga e banha, como parte de sua dieta regular e não experimentaram altas taxas de doenças cardíacas.
Por exemplo, algumas populações indígenas do Ártico, como os Inuit e os povos Sami, tradicionalmente consumiam uma dieta rica em gorduras animais, incluindo gorduras provenientes de peixes gordurosos e carnes de caça sempre com gordura.
Da mesma forma, muitos povos africanos, como os Maasai na Quênia e na Tanzânia, têm uma dieta tradicional baseada em leite, sangue e carne de animais criados em pastagens. Essas dietas são ricas em gorduras saturadas provenientes de laticínios e carne, incluindo manteiga e gordura animal, e historicamente essas populações nunca sofreram com altas taxas de doenças cardíacas e eram pessoas extremamente fortes e saudáveis.

Esses exemplos desafiam a noção convencional de que o consumo de gorduras saturadas está diretamente relacionado a doenças cardíacas. Em vez disso, eles sugerem que a qualidade da gordura animal na dieta, bem como outros fatores dietéticos e estilo de vida, como atividade física e ingestão de alimentos não processados, desempenham um papel significativo na saúde cardiovascular.
Desmitificação da manteiga:
Quantas vezes você já não teve um pensamento como este? "Ah, eu amo manteiga. Mas vou colocar bem pouquinho no pão porque comer muita manteiga faz mal e engorda.".

Eu, antigamente, ja pensei isso várias vezes! Até, finalmente, entender a importância nutricional deste alimento ancestral em nossa saúde! Hoje em dia eu como muita manteiga COM PRAZER!
Quer saber por que? Estes são alguns benefícios da manteiga:
Rica em nutrientes: A manteiga é uma fonte concentrada de vários nutrientes essenciais, incluindo vitaminas lipossolúveis como A, D, E e K2. Essas vitaminas desempenham papéis cruciais na saúde óssea, imunidade, saúde da pele e circulação sanguínea.
Ácidos graxos saudáveis: A manteiga contém uma mistura equilibrada de ácidos graxos, incluindo ácidos graxos saturados, monoinsaturados e poliinsaturados. Ácidos graxos saturados, como o ácido palmítico e o ácido esteárico encontrados na manteiga, são importantes para várias funções corporais, incluindo a formação de membranas celulares e a produção de hormônios.
Conjugated Linoleic Acid (CLA): O CLA é um tipo de ácido graxo encontrado em alimentos de origem animal, como a manteiga proveniente de animais alimentados com pasto. Estudos sugerem que o CLA pode ter benefícios potenciais para a saúde, incluindo a redução da gordura corporal, a melhoria da saúde metabólica e o suporte à saúde cardiovascular.
Omega-3 e Omega-6 balanceados: A manteiga proveniente de animais alimentados com pasto pode ter um perfil mais equilibrado de ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 em comparação com a manteiga convencional. Um equilíbrio adequado desses ácidos graxos é importante para a saúde cardiovascular, reduzindo a inflamação e apoiando a saúde cerebral.
Fonte de antioxidantes: A manteiga contém antioxidantes como a vitamina E, que ajudam a proteger as células do corpo contra danos causados pelos radicais livres. Esses antioxidantes desempenham um papel importante na prevenção do envelhecimento precoce e na redução do risco de doenças crônicas.
Não se esqueça de priorizar a qualidade! Manteiga artesanal (crua e/ou orgânica), produzida por pequenos agricultores, preferencialmente com leite de animais alimentados com pasto, oferece uma qualidade nutricional muito superior à manteiga industrializada encontrada nos supermercados. Por mais que seja preferível optar pela manteiga do supermercado em vez de óleos vegetais industriais, sempre que possível, apoie os pequenos produtores que priorizam o bem-estar dos animais e a qualidade de seus produtos!



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